Ocarina of Time Remake ganha data e primeiro gameplay na celebração de 40 anos de Zelda
O remake de Ocarina of Time chega ao Switch 2 em 5 de novembro, com dublagem, câmera nova e ocarina pelo microfone. Veja tudo do Direct de 40 anos de Zelda, do console temático ao filme.
Divulgação / Nintendo
A Nintendo dedicou um Direct inteiro, em 8 de setembro, aos 40 anos de The Legend of Zelda. O anúncio principal foi o Ocarina of Time remake para o Nintendo Switch 2: o produtor Eiji Aonuma mostrou o primeiro gameplay de verdade e cravou a data, 5 de novembro. Mas o pacote de aniversário foi bem além do jogo, com console temático, turnê de concertos, brinquedos e o título oficial do filme.
O que o remake refaz
O jogo de 1998 foi reconstruído, não apenas polido. A lista de mudanças apresentada pela Nintendo inclui:
- Visual refeito do zero, até a textura de cada material, com ações mais ágeis e carregamentos mais rápidos
- Personagens totalmente dublados, em cenas mais longas e com bem mais falas
- Trilha orquestral sinfônica e efeitos sonoros renovados
- Comandos novos pra pular e correr livremente, além de câmera controlada pelo analógico direito
- Cenários remodelados, com câmera livre e detalhes novos
- Ciclo de dia e noite contínuo, inclusive dentro das cidades, algo que o original não fazia
- Fios do Tempo, um recurso que mostra o progresso na história e o próximo objetivo, com uma grande tapeçaria que vai sendo preenchida conforme a aventura avança
No trecho exibido, Aonuma passeia pela vila Kokiri, luta dentro da Grande Árvore Deku e dá uma volta pelo Campo de Hyrule. A Nintendo chamou o remake de “fiel”, o que encerra a discussão entre fãs sobre reimaginação ou recriação: a estrutura é a mesma de 1998. Duas mudanças pequenas chamaram atenção. Navi agora dá conselhos quando você aperta um botão, em vez de interromper o tempo todo. E a Cidade do Castelo de Hyrule troca a câmera fixa e giratória do original por câmera livre, pra conversar com os moradores com mais calma.
A ocarina saiu da tela
O detalhe mais simpático do anúncio: se você cantarolar ou tocar uma das melodias que Link já aprendeu perto do microfone do Switch 2, ele toca a música dentro do jogo. A Nintendo vai lançar ainda duas ocarinas de verdade: uma tocável, pra quem sabe tocar, e uma eletrônica feita pela HORI, que reproduz notas ou músicas inteiras com o toque de um botão.
O aplicativo Nintendo Switch também ganha recursos pro jogo na seção ZELDA NOTES, com registro diário do progresso, caça a locais do jogo a partir de imagens-dica, uma ocarina virtual na tela do celular e um quiz com mais de 2.000 perguntas.
Console, controle e brinquedos temáticos
- 29 de outubro: Switch 2 edição comemorativa dos 40 anos, com o desenho da Triforce, além de versões especiais do Pro Controller e do estojo com película
- Primeira tiragem física: embalagem especial com capa em relevo metalizado, enquanto durar o estoque
- 2027: amiibos de Link criança e Zelda criança, que liberam máscaras com visual retrô no jogo
- Primavera de 2027 no hemisfério norte: um LEGO de Link e Epona com 1.750 peças e uma Espada Mestra eletrônica da Hasbro com 68 centímetros e mais de 15 sons
Concertos: nenhuma data na América Latina, por enquanto
A turnê de concertos dos 40 anos começa em 2027 e já tem cidades de largada: Tóquio em janeiro, Chicago em fevereiro, Londres em abril e Melbourne em maio. Nenhuma parada na América Latina foi anunciada até agora, algo que o fã brasileiro vai sentir, considerando o tamanho do público de Zelda por aqui.
O filme se chama só The Legend of Zelda
O filme em live-action estreia nos cinemas em 30 de abril de 2027, numa parceria entre Nintendo, Arad Productions e Sony Pictures. O título oficial é simplesmente The Legend of Zelda, sem subtítulo. Segundo a Nintendo, é uma história original, baseada nas ideias e conceitos construídos ao longo de 40 anos de jogos, e não uma adaptação de um capítulo específico.
Por que esse remake é tão aguardado
Ocarina of Time é frequentemente apontado como um dos jogos mais influentes da história, principalmente pela forma como resolveu o combate em 3D com a mira travada no inimigo. Refazer um clássico desse tamanho é arriscado: mexer demais irrita quem jogou em 1998, mexer de menos não justifica comprar de novo. Pelo que foi mostrado, a Nintendo escolheu modernizar os controles, a câmera e a apresentação sem mexer na estrutura. Em 5 de novembro dá pra saber se o equilíbrio deu certo. E não é a única série clássica da Nintendo com data no Switch 2: Metroid Ravenous, sequência de Dread, chega em 28 de janeiro de 2027.

