The Witcher 3 Remastered chega dia 29 como upgrade gratuito, com path tracing e combate refeito
The Witcher 3 Remastered sai em 29 de setembro de graça pra quem tem o jogo, com versão nativa no Switch 2 e chegada à Battle.net. Veja as mudanças no visual, no combate e na árvore de habilidades.
Divulgação / CD PROJEKT RED
Onze anos depois do lançamento original, Geralt de Rívia ganha uma nova versão. The Witcher 3 Remastered, ou The Witcher 3: Wild Hunt — Remastered no nome completo, sai em 29 de setembro pro PC, PS5 e Xbox Series X|S, sem custo pra quem já comprou o jogo nas plataformas compatíveis. No mesmo dia, o RPG chega a dois lugares onde nunca esteve: o Nintendo Switch 2, com versão nativa, e a Battle.net, a loja da Blizzard.
O anúncio foi feito pela CD PROJEKT RED na noite de abertura da Gamescom, em agosto. O remaster é desenvolvido em conjunto com a Yigsoft, equipe que, segundo a própria CD PROJEKT RED, já tem histórico trabalhando no jogo.
As expansões já estão liberadas
Antes mesmo do remaster, a CD PROJEKT RED deu um presente: todos os donos de The Witcher 3 ganharam de graça as duas expansões, Hearts of Stone e Blood and Wine. O anúncio foi feito no palco por Geoff Keighley. Se você tem só o jogo base na biblioteca, vale conferir, porque Blood and Wine é considerada por muita gente uma das melhores expansões de RPG já feitas.
O que muda no visual
No PC, o remaster aposta pesado em tecnologia gráfica:
- Path tracing, a forma mais completa de ray tracing, que calcula a luz de toda a cena
- Cabelo com ray tracing dedicado pra todos os personagens
- Iluminação global e sombreamento refeitos, texturas atualizadas e dispersão de luz na pele melhorada
- Oclusão de ambiente GTAO, novo mapeamento de tons e HDR aprimorado
- Suporte a DLSS 4.5 com Ray Reconstruction, FSR 4 e XeSS 2.0
No PS5 Pro, há modos diferentes de desempenho e qualidade. No Xbox, o jogo tem Play Anywhere e suporte a mods entre plataformas. No Switch 2, a versão aproveita a tela sensível ao toque e o HDR.
E no jeito de jogar
A parte que mais interessa a quem já zerou está na jogabilidade. A lista oficial inclui:
- Combate refeito, com controles mais responsivos, transições mais suaves e novas animações
- Novas finalizações, incluindo execuções com os Sinais
- Monstros mais espertos, com reações, movimentos e ataques melhorados
- Árvore de habilidades redesenhada, com ramos interligados e perks novos
- Transmog, pra manter o visual preferido sem abrir mão do equipamento mais forte
- Roach mais fácil de controlar, além de escalada e movimentação pelo cenário aprimoradas
- Meditação com passagem de tempo visível, busca de itens mais rápida e rastreamento de missões melhor
- Modo Foto ampliado, com poses e filtros novos
Os Sinais ganharam efeitos visuais novos, mas, segundo o Last Word on Gaming, o comportamento deles continua o mesmo. O download fica entre 45 e 50 GB.
E Songs of the Past?
O Remastered também prepara terreno pra Songs of the Past, terceira expansão do jogo, prevista pra 2027 e paga. Ela leva Geralt a Letten, uma região rural cheia de festas e colheitas fartas que esconde um mal adormecido. O desenvolvimento é da CD PROJEKT RED com a Fool’s Theory, estúdio comandado por veteranos de The Witcher 3. Quem comprar a expansão pela Battle.net ganha uma skin inspirada em Geralt pra Diablo 4. O calendário completo da empresa pra série está no post sobre os resultados da CD Projekt.
Por que voltar a Velen
The Witcher 3 envelheceu bem na história e nas missões, mas o combate sempre foi o ponto mais criticado, e a movimentação do Roach virou meme. O Remastered mexe justamente aí, sem cobrar nada de quem já comprou. Pra quem nunca jogou, é a versão mais completa já lançada. Pra quem jogou em 2015, as mudanças na árvore de habilidades e no combate são motivo suficiente pra criar um save novo, principalmente com Songs of the Past a caminho.

