Ace Combat 8 decola com média 87 e fama de melhor da série: preço no Brasil, história e o que mudou
Ace Combat 8: Wings of Theve já está disponível no Brasil, com média 87 no OpenCritic e 99% de recomendação. Veja preços em reais, a história, as novidades no combate aéreo e os requisitos no PC.
Divulgação / Bandai Namco Entertainment
Sete anos depois de Ace Combat 7: Skies Unknown, a série de combate aéreo da Bandai Namco volta com Ace Combat 8: Wings of Theve, e a recepção da crítica foi das mais fortes do ano. No OpenCritic, a média está em 87, com 99% dos críticos recomendando o jogo em 97 análises. Quando as primeiras notas saíram, o Metacritic marcava entre 86 e 88, dependendo da plataforma. O desenvolvimento é da equipe Project Aces, e dá pra jogar nos consoles da Sony e da Microsoft da geração atual e no computador.
Quando liberou no Brasil
A data oficial divulgada lá fora era 2 de outubro, mas ela valia pro horário da Europa Central. Aqui, a conta foi outra:
- Edição Standard: liberou em 1º de outubro, às 19h (horário de Brasília)
- Edição Deluxe: teve acesso antecipado desde 28 de setembro, às 19h
Quanto custa em reais
| Edição | PS5 e Xbox | PC (Steam) |
|---|---|---|
| Standard | R$ 399,90 | R$ 309,50 |
| Deluxe | R$ 512,90 | R$ 397,50 |
A Deluxe custa R$ 113 a mais nos consoles e inclui os três dias de antecipação, um visual da piloto Tasha pro saguão online, pinturas especiais pros caças F-4E e F/A-18C, fumaça vermelha pros mísseis e o passe Premium Ace Pass Plus, já com 30 níveis desbloqueados. Quem reservou qualquer edição também ganha o caça F-14A e Ace Combat Zero: The Belkan War, clássico de 2006 do PS2. Atenção: é uma versão portada, sem remasterização.
Pra colecionador, existe o Joker Flight Pack, vendido só na loja da Bandai Namco e só pra PC, por US$ 149,99. Ele traz trilha sonora em dois discos de vinil e um livro de arte de capa dura com 208 páginas.
Uma guerra em 2029
A campanha acontece em 2029, dentro de Strangereal, o planeta inventado onde se passam os jogos principais. A Federação da Usea Central é invadida pela República de Sotoa, e o jogador é um piloto resgatado pelo velho porta-aviões Endurance. Aos poucos, ele herda a identidade de um ás lendário, o “Wings of Theve”, nome que virou símbolo de resistência.
Segundo a análise do PC Gamer, Sotoa não é retratada como um vilão genérico. É uma nação que foge da desertificação do próprio território, causada pela industrialização das potências vizinhas, e avança com navios de guerra terrestres gigantes, protegidos por satélites de bombardeio.
Ao lado do jogador voa o esquadrão Joker, com três personagens novos. Noise é fanático por música e toca guitarra entre as missões. Tasha é uma ex-piloto acrobática que vira soldado pra honrar o legado da mãe. Baxter é um professor universitário que entrou pra reserva e carrega o peso de manter viva a lenda do Wings of Theve.
O que muda no céu
A maior mudança está nas nuvens. Com um sistema de clima dinâmico, feito com a Unreal Engine 5 e uma tecnologia própria da Bandai Namco, as formações de nuvens viram parte da tática. Dá pra se esconder dos mísseis dentro delas, mas lá dentro a visão some e a turbulência sacode o avião, e os inimigos sabem aproveitar isso.
O PC Gamer destacou ainda que o controle ficou mais pesado e que as perseguições deixaram de depender tanto da curva brusca de alto G, muito usada nos dois jogos anteriores. As missões ganharam mais liberdade, com metas de pontuação dentro de um tempo limite, e um oficial de inteligência avisa pelo rádio o modelo e a direção dos reforços inimigos que entram na área.
O multiplayer também cresceu. Há disputa entre jogadores e cooperativo contra chefes clássicos da série, como o canhão Chandelier e os submarinos Alicorn. Um saguão virtual recebe até 100 jogadores ao mesmo tempo, com crossplay entre PS5, Xbox e PC.
O que a crítica apontou de ruim
As reclamações são menores, mas aparecem em mais de um texto:
- cenas cinematográficas que quebram o ritmo entre as missões
- diálogos que às vezes exageram no drama
- seleção de alvos e algumas escolhas de missão que interrompem o fluxo
- no PC, falta de ajuste de campo de visão e pequenas travadas em cenas em primeira pessoa
Nada disso impediu o PC Gamer de dar 92 e dizer que foi um dos melhores jogos que o analista jogou em anos.
Requisitos no PC
O jogo pede Windows 11, 150 GB em SSD obrigatório e placa de vídeo com ray tracing por hardware. O mínimo é um Core i7-10700K ou Ryzen 5 3600X, com RTX 2060 ou RX 6600 XT e 16 GB de RAM, pra 1080p com upscaling, gráficos no baixo e 30 quadros. O recomendado sobe pra Core i7-12700K ou Ryzen 5 5600X, RTX 3070 ou RX 6800 e 32 GB de RAM, e mesmo assim mira 1080p com upscaling, no médio e a 60 quadros. É um jogo pesado.
Vale a compra?
Pra quem gosta da série, a resposta das análises é quase unânime: é o Ace Combat mais completo até aqui, com a melhor história e o combate mais caprichado. Pra quem nunca jogou, a porta de entrada também está boa, porque a ação é arcade e não exige conhecimento de aviação. Quem joga no PC deve olhar os requisitos antes. E quem quer entender por que uma média alta no lançamento nem sempre se mantém com o público pode ler nosso texto sobre jogos que dividiram críticos e jogadores no Metacritic.
Fontes:
- OpenCritic — Ace Combat 8: Wings of Theve Reviews
- PC Gamer — Ace Combat 8: Wings of Theve review
- The PC Enthusiast — Ace Combat 8 Reviews Are In Ahead of Its October Launch
- Game Overdrive — Ace Combat 8: horário no Brasil, acesso antecipado, preço e bônus de pré-venda
- Anti/Hype — Ace Combat 8 libera hoje às 19h no Brasil para quem tem a Deluxe

