EA Sports FC 27 estreia com média 80, The Grounds e só dois times brasileiros com elenco real
EA Sports FC 27 já está disponível, com média 80 no OpenCritic. Veja o que mudou em campo, no Modo Carreira e no Ultimate Team, os preços no Brasil, os times brasileiros licenciados e as correções que a EA prometeu.
Divulgação / Electronic Arts
O novo futebol da Electronic Arts já está em campo. EA Sports FC 27 chegou ao computador na noite de 24 de setembro (20h, pelo relógio de Brasília) e aos consoles quando virou o dia 25. Quem comprou as edições Ultimate começou uma semana antes, no dia 17 no PC e no dia 18 nos consoles. Uma semana depois, a média da crítica está em 80 no OpenCritic, com 76% de recomendação em 41 análises, um pouco acima dos 77 que o FC 26 teve no Metacritic. É o quarto jogo com o nome EA Sports FC, depois que a EA deixou a marca FIFA em 2023, e o desenvolvimento segue com a EA Vancouver e a EA Romania.
Preço no Brasil
| Versão | Consoles PlayStation e Xbox | Steam |
|---|---|---|
| Standard | R$ 349 | R$ 299 |
| Ultimate | R$ 499 | — |
| Ultimate Plus | R$ 749,50 | R$ 699 |
Dá pra jogar nas duas últimas gerações da Sony e da Microsoft, nos dois Switch e no PC. Um detalhe importa pra quem ainda está na geração passada: o modo novo, The Grounds, só existe no PS5, no Xbox Series, no PC e no Switch 2.
Na Europa, a classificação indicativa subiu de PEGI 3, no FC 26, pra PEGI 16. O motivo não é violência. As novas regras europeias passaram a tratar mecânicas de compra aleatória, como os pacotes do Ultimate Team, como algo parecido com aposta.
O que mudou dentro de campo
A EA apostou em movimentos mais soltos, com menos animações engessadas. Segundo a análise do Bleacher Report, jogadores ágeis conseguem driblar mesmo desequilibrados. As disputas de cabeça ganharam um sistema que envolve os dois atletas, e os escanteios ficaram mais imprevisíveis.
Na defesa, a automação diminuiu: quem controla o zagueiro precisa participar mais. O sistema tático também ficou mais fundo, permitindo definir funções diferentes pra cada fase da partida e trocar tudo durante o jogo. Quem gosta de mexer em detalhe ainda ganhou mais ajustes finos de jogabilidade.
The Grounds, a aposta polêmica
A grande novidade é The Grounds, um espaço social aberto no estilo do bairro virtual da série NBA 2K. São três distritos inspirados em Paris, Buenos Aires e Grã-Bretanha, ligados por uma área central com lojas e sedes de clubes. Ali ficam o Clubs, partidas 5 contra 5, minijogos e duelos de um contra um. O trailer de revelação ainda trouxe de volta Alex Hunter, protagonista do modo história que estreou em FIFA 17.
A recepção dividiu. O Bleacher Report achou que a mistura do antigo Volta com o bairro do NBA 2K funcionou, mas reclamou das cenas que não dá pra pular. O TheSixthAxis considerou o modo básico demais por enquanto. E a Nintendo Life lembrou que, no Switch 2, ele depende de uma base de jogadores online que a série nunca teve no console, onde o jogo ainda roda a 30 quadros.
Carreira e Ultimate Team
O Modo Carreira de técnico foi o que mais ganhou atenção. O mercado de transferências foi refeito, com negociações em etapas e cláusulas de desempenho e de recompra. A nota geral dos atletas agora muda de acordo com forma, moral e condição física, o que a EA chama de GER dinâmico.
No Ultimate Team, a novidade é a Galeria FUT, uma vitrine pra exibir a coleção. Os desafios de montagem de elenco tiveram a pontuação simplificada, e há mais modos contra a máquina pra quem joga sozinho. A crítica que se repete é a quantidade de moedas: moedas, pontos, passes de temporada e agora fichas da galeria.
Times brasileiros: escudo sim, elenco quase nunca
Quem quer jogar com o seu time vai encontrar um cenário conhecido. Só Bahia e Botafogo têm licenciamento completo, com escudo, uniforme e jogadores reais. O Bahia foi o primeiro anunciado e marcou a volta de um clube brasileiro totalmente licenciado à série principal depois de 11 anos. O Mirassol entrou pela primeira vez, mas só com escudo e uniforme oficiais. Os outros brasileiros presentes seguem nesse mesmo esquema, com elencos fictícios. A dificuldade é antiga: no Brasil, o direito de imagem precisa ser negociado com cada atleta.
A EA já prometeu correções
No dia 29 de setembro, a equipe do Modo Carreira publicou as primeiras notas pra comunidade. Estão em correção:
- atletas recém-gerados aparecendo com nota inicial alta demais (a EA diz ter achado o erro)
- poucas propostas pra jogadores listados pra venda ou empréstimo
- pedidos de transferência por falta de tempo de jogo chegando rápido demais
- a tela de gerenciamento do time, que vai ganhar melhorias visuais
- falhas na fase Clausura da liga mexicana, que voltou ao jogo
O fôlego dos atletas e o GER dinâmico seguem em observação, sem mudança imediata. A EA também marcou uma sessão de dúvidas sobre a Carreira com os desenvolvedores, no servidor do jogo no Discord, pro dia 6 de outubro.
Vale comprar agora?
A análise da Hobby Consolas resumiu bem: como jogo, FC 27 é bom, mas o modelo anual cansa. Quem joga Ultimate Team todo ano não tem muita escolha. Quem gosta de Carreira encontra as mudanças mais interessantes da edição. Pra quem jogou o FC 26 e não liga pra The Grounds, esperar uma promoção faz sentido. Antes de gastar, dá pra testar dez horas pelo EA Play, que também aparece nas novidades que listamos no Game Pass de setembro.
Fontes:
- OpenCritic — EA Sports FC 27 Reviews
- Bleacher Report — EA Sports FC 27 Review
- Electronic Arts — Notas da Comunidade: Atualização de Lançamento do Modo Carreira
- Ei Nerd — EA Sports FC 27: data de lançamento, preços e como jogar antes da estreia
- Game Overdrive — Que horas libera EA FC 27?
- Lance! — Mirassol é mais um clube do Brasileirão a ser licenciado no EA FC 27

