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Receita da Steam passa de US$ 15 bilhões em 2026, e o dinheiro não vem de onde você imagina

Estimativa da Alinea Analytics aponta receita da Steam acima de US$ 15 bilhões de janeiro a agosto de 2026, alta de 15%. Veja os jogos que mais faturaram e por que o catálogo antigo manda.

Receita da Steam passa de US$ 15 bilhões em 2026, e o dinheiro não vem de onde você imagina Reprodução / Steam

A Valve nunca publica balanço da Steam, mas uma estimativa externa ajuda a medir o tamanho da loja em 2026. Pelas contas de Rhys Elliott, analista da consultoria Alinea Analytics, a receita da Steam entre janeiro e agosto ficou acima de US$ 15 bilhões. Na comparação com os mesmos meses do ano passado, a alta é de uns 15%. E tem um marco curioso: em oito meses, a loja já faturou mais do que no ano de 2023 completo. Mantido o ritmo, 2026 deve fechar acima de US$ 20 bilhões, um recorde.

Antes de continuar, dois cuidados. Esses números são estimativas de uma consultoria, não dados oficiais da Valve. E US$ 15 bilhões é a receita bruta dos jogos na loja, contando vendas, pacotes de conteúdo e microtransações. Não é o lucro da Valve.

Os lançamentos que mais faturaram

Entre os jogos que chegaram à Steam em 2026, a Alinea estima este ranking de receita bruta:

PosiçãoJogoÉ sequência?Receita bruta estimada
1ºForza Horizon 6SimUS$ 210,5 milhões
2ºCrimson DesertNão, franquia novaUS$ 203,3 milhões
3ºResident Evil RequiemSimUS$ 200,9 milhões
4ºSlay the Spire 2SimUS$ 148,4 milhões
5ºSubnautica 2SimUS$ 139,2 milhões
6ºMeccha ChameleonNão, franquia novaUS$ 89,8 milhões

Somados, os seis ficam pouco abaixo de US$ 1 bilhão, o que representa só 6,6% da receita total da loja no período.

O catálogo antigo sustenta a loja

Esse é o dado mais interessante do levantamento. Se você pegar os cem lançamentos de 2026 que mais faturaram, eles juntos chegam perto de US$ 2,4 bilhões, ou 15,9% do total. Mais de 84% do dinheiro veio de fora dessa lista: jogos lançados em anos anteriores, títulos gratuitos que vivem de microtransação e pacotes de conteúdo.

A Alinea também olhou a faixa do 101º ao 1.000º lugar em receita. Ali, a mediana faturou por volta de US$ 4 milhões no ano, e 83% desses jogos saíram antes de 2026, a maioria há pelo menos dois anos. Nomes como Skyrim, DOOM Eternal e Battlefield 2042 continuam vendendo o suficiente pra aparecer nessa faixa.

Na prática, a Steam funciona mais como uma prateleira que nunca esvazia do que como uma vitrine de lançamentos. Promoção sazonal, atualização grande e jogo que viraliza anos depois geram tanto dinheiro quanto as estreias.

Franquia nova é maioria, mas franquia conhecida fatura mais

Dentro do top 100 de lançamentos, 63 jogos são de propriedades intelectuais novas. Mesmo assim, 52,5% da receita do grupo, cerca de US$ 1,25 bilhão, saiu de séries já estabelecidas. E o peso das novidades depende muito de um único jogo: Crimson Desert responde sozinho por 18% do que as franquias novas faturaram. Sem ele, as outras 62 ficam com perto de 39% da receita do grupo.

Tem ainda um dado que ajuda a entender a dificuldade de quem lança jogo novo: segundo a mesma análise, a Steam recebeu cerca de 19 mil jogos em 2026. Com tanta coisa chegando, ser descoberto virou o maior desafio de estúdio pequeno.

Quanto disso fica com a Valve

A regra da Steam é conhecida: a Valve fica com 30% de cada venda. A fatia cai para 25% quando um jogo passa de US$ 10 milhões em receita na loja e para 20% acima de US$ 50 milhões. Os grandes lançamentos pagam proporcionalmente menos, enquanto o jogo independente médio continua entregando 30%.

O que isso significa pra quem joga

Uma loja faturando mais é, em tese, bom pro PC como plataforma: mais dinheiro circulando atrai mais lançamentos e mais versões de jogos que antes eram exclusivos de console. O outro lado é a concentração. A Epic distribui jogos grátis toda semana, a Microsoft aposta no Game Pass para PC, e ainda assim a biblioteca acumulada, os amigos e as promoções mantêm quase todo mundo na Steam. Sem concorrência de verdade, quem define as regras de preço, destaque e comissão continua sendo uma empresa só. A Epic tenta mudar isso com um launcher novo, feito com ajuda de IA, que segundo a própria empresa abre mais rápido que o da rival.

Fontes:

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