Notícias

Onimusha: Way of the Sword chega com notas altas e prova que a Capcom ainda sabe fazer samurai

Onimusha: Way of the Sword, primeiro jogo principal da série desde 2006, vendeu 1 milhão no primeiro dia e ficou entre 83 e 85 no Metacritic. Veja o que a crítica elogiou e criticou.

Onimusha: Way of the Sword chega com notas altas e prova que a Capcom ainda sabe fazer samurai Divulgação / Capcom

Vinte anos separam Onimusha: Dawn of Dreams, de 2006, do novo capítulo principal da série. Onimusha: Way of the Sword chegou às lojas no dia 4 deste mês, com versões de PC, PS5, Xbox Series X|S e Switch 2, e a espera parece ter sido bem recompensada: a Capcom vendeu 1 milhão de cópias no dia do lançamento, e a recepção da crítica ficou claramente positiva.

Musashi numa Kyoto tomada por demônios

O protagonista não é inventado. O jogo acompanha Miyamoto Musashi, o espadachim mais famoso da história do Japão, autor do Livro dos Cinco Anéis. A história começa com um duelo contra Yoshioka Seijuro, mestre de uma escola de espada rival, e leva Musashi por uma versão sombria e sobrenatural de Kyoto no período Edo, enfrentando outros espadachins, demônios e ameaças que a história oficial nunca registrou.

O rosto do personagem foi modelado a partir de Toshiro Mifune, o ator de Os Sete Samurais e de Yojimbo. A escolha tem uma camada extra pra quem gosta de cinema: nos anos 1950, Mifune viveu o próprio Musashi na trilogia Samurai, de Hiroshi Inagaki.

Um combate que pune pressa

O combate é o ponto mais elogiado, e dá pra entender o porquê olhando como ele funciona:

  • Golpes e aparadas desgastam a resistência do inimigo. Quando ela quebra, Musashi pode usar o Break Issen, um golpe que executa o oponente na hora.
  • Aparar ou esquivar várias vezes em sequência dá bônus temporários, como finalizar inimigos em série ou soltar um ataque de vários golpes.
  • O cenário entra na luta: dá pra virar uma mesa e usá-la como escudo improvisado.
  • Numa postura de guarda, Musashi bloqueia ataques vindos de qualquer direção.

A manopla que absorve almas, marca registrada da série desde o primeiro Onimusha, também voltou. Almas amarelas recuperam vida, vermelhas compram melhorias e azuis liberam as Armas Oni, armas especiais de dano alto. Contra chefes, o Break Issen não mata de uma vez: você escolhe entre causar muito dano ou arrancar mais almas.

O que dizem as notas

Três dias antes do lançamento, o OpenCritic já marcava média 86, com 94% dos críticos recomendando o jogo. No Metacritic, a média ficou em 85 no PS5 e 83 no PC e no Xbox. Entre as notas individuais, a Eurogamer e a Giant Bomb deram 4 de 5, a Game Informer e a GameSpot deram 8 de 10, e a GamesRadar ficou em 3,5 de 5.

Onde a crítica torceu o nariz

O consenso some quando o assunto é o que acontece fora das lutas. Parte das análises apontou atividades repetitivas, uma campanha esticada além da conta e regiões mais abertas que pouco acrescentam a um combate tão bom. O jogo é majoritariamente linear, com algumas regiões mais abertas e missões secundárias, e é justamente nesse enchimento que ele perde força.

Pra quem é esse Onimusha

Se o que você procura é um jogo de espada técnico, em que cada aparada certa rende recompensa, Way of the Sword entrega. Quem jogou a trilogia original no PS2 vai reconhecer a manopla, a ambientação sobrenatural e o clima de filme de samurai, agora com combate muito mais exigente. Quem espera um mundo aberto cheio de coisas pra fazer pode se frustrar: a força do jogo está no duelo, não no passeio. E quem sair com vontade de mais samurai tem Ecos de Sekigahara, a expansão de Ghost of Yōtei lançada em 1º de outubro.

Fontes:

Compartilhar

Não perde vídeo novo

Inscreva-se no canal Mic Bugado e acompanhe as notícias antes de todo mundo.

Inscreva-se no canal →

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Rolar para cima