Control Resonant chega com a melhor média da série, mas o combate cansa na reta final
Control Resonant saiu em 24 de setembro com média 84, a melhor da série. Conheça a história de Dylan Faden, o combate corpo a corpo, as Faults e a crítica que mais apareceu nas análises.
Divulgação / Remedy Entertainment
Control Resonant chegou em 24 de setembro ao PS5, ao Xbox Series X|S e ao PC, pela Steam e pela Epic Games Store, com suporte ao GeForce NOW. Uma versão pra Mac sai ainda em 2026. As análises saíram alguns dias antes, e o resultado deu à Remedy a melhor recepção da série até aqui: 84 de média, tanto no Metacritic quanto no OpenCritic, no levantamento de 20 de setembro.
A nota alta vem com uma ressalva que apareceu em quase toda análise. Antes dela, vale entender o que mudou.
Sete anos depois, outro Faden no comando
A história se passa sete anos depois da invasão do Hiss na Casa Antiga, a sede do Federal Bureau of Control. Jesse Faden, agora diretora do FBC, acorda o irmão Dylan, que estava em coma, cravando nele o Aberrant, um Objeto de Poder, e desaparece logo em seguida. Com as defesas do FBC falhando, o Hiss escapa pro mundo lá fora, e Dylan é recrutado pelo Conselho pra lidar com a crise.
O palco agora é uma Manhattan distorcida, dividida em zonas grandes e cheias de atividades paralelas, bem diferente dos corredores burocráticos do primeiro jogo. Os papéis dos irmãos se inverteram: Dylan enfrenta a ameaça nas ruas, enquanto Jesse age a partir de outro plano da realidade. No gameplay mostrado em agosto, os dois só conseguem se comunicar através de frequências e dimensões diferentes.
Quem não jogou o original consegue acompanhar, porque há uma recapitulação no começo. Ainda assim, a Remedy sugere conhecer os jogos anteriores do estúdio pra pegar todas as referências.
Sem pistola, com uma arma que muda de forma
A mudança mais radical está no combate. Jesse tinha a Arma de Serviço. Dylan não usa armas de fogo: ele luta corpo a corpo com o Aberrant, uma arma que muda de forma no meio da briga e vira, por exemplo, um martelo enorme. O bestiário também é novo, incluindo inimigos fúngicos chamados Mold.
Pra explorar, a Remedy criou as Faults, espécies de masmorras espalhadas pelo mapa que dão novas habilidades de movimento a quem chega ao fim. Uma delas é o Reach, um gancho místico. Outra novidade é o Shift, que prende Dylan a outro eixo de gravidade e transforma estações de metrô em quebra-cabeças verticais. A progressão ficou mais próxima de RPG, com atributos, árvores de talento e personalização de arma.
A reclamação que se repetiu
As notas variaram bastante: a VGC deu 10 de 10, a GameSpot deu 9, a IGN deu 8, e tanto a Eurogamer quanto a GamesRadar ficaram em 3 de 5. Os elogios se concentraram na direção de arte da Manhattan corrompida, nas atuações e no estilo esquisito da Remedy, com cenas em live-action e humor burocrático.
A crítica que apareceu em quase todo texto foi o combate que se desgasta na segunda metade. As melhorias de habilidade secam, os inimigos ficam com mais vida e as lutas passam a se repetir. Houve também quem achasse os poderes de Dylan parecidos demais com os de Jesse, e quem sentisse falta dela como protagonista. A campanha principal leva entre 25 e 35 horas.
Preço e o que saber antes de comprar
Lá fora, a edição padrão sai por US$ 59,99, e a deluxe por US$ 69,99, com dois dias de acesso antecipado, livro de arte e trilha sonora. Reserve espaço: são 89 GB no PS5 e 106 GB no PC. As cópias físicas só chegam em 15 de outubro.
O veredito
Control Resonant é a Remedy mais ambiciosa em escala, e a mudança pro combate corpo a corpo deu identidade própria à sequência. Se você gosta do universo estranho do FBC e aceita lutar bastante, a primeira metade é das melhores coisas do ano. Se combate repetitivo te cansa rápido, vale esperar um patch que ajuste o equilíbrio ou uma promoção, porque a reta final pede paciência. Se a dúvida é entre a média alta e as reclamações, vale ler nosso texto sobre por que crítica e público tantas vezes discordam.

