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Castlevania: Belmont’s Curse marca os 40 anos da franquia com uma nova Belmont no comando

Castlevania: Belmont's Curse chega em 15 de outubro com Rose Belmont numa Paris em ruínas, 23 anos depois de Castlevania III. Veja quem desenvolve, o sistema de tarô e as impressões da Gamescom.

Castlevania: Belmont’s Curse marca os 40 anos da franquia com uma nova Belmont no comando Divulgação / Konami

Castlevania: Belmont’s Curse já tem data: 15 de outubro, no PS5, no Xbox Series X|S, no Nintendo Switch e no PC, com pré-venda aberta. O lançamento cai no ano em que a série completa 40 anos e encerra um jejum longo, já que faz mais de uma década que a Konami não publica um Castlevania realmente inédito.

Quem está fazendo

O desenvolvimento é da Evil Empire, com participação da Motion Twin. Os nomes explicam a expectativa. A Motion Twin criou Dead Cells, e a Evil Empire ficou conhecida por cuidar das expansões desse jogo, incluindo a que levou Dead Cells pro universo de Castlevania, e pelo roguelite The Rogue Prince of Persia. É gente que entende de ação 2D rápida e de level design cheio de caminhos.

Uma Belmont em Paris, 23 anos depois de Castlevania III

A protagonista é Rose Belmont, mais uma descendente da linhagem que começa com Leon Belmont, de Lament of Innocence, do PS2. A missão é a de sempre na família: destruir Drácula no castelo dele.

A história se passa 23 anos depois de Castlevania III: Dracula’s Curse, o jogo de NES de 1989, e troca a Transilvânia pelas ruínas de Paris, em volta do castelo. O mapa segue a tradição da série: não linear, cheio de caminhos que só abrem depois, com retorno a áreas antigas, quebra-cabeças e trechos de plataforma.

O que a demo da Gamescom mostrou

O site Hardcore Gamer jogou uma demo na Gamescom e saiu chamando o jogo de uma das maiores surpresas do evento. Algumas novidades que ele descreveu:

  • Sistema de cartas de tarô: as cartas estão ligadas às magias de Rose. Ela começa com uma bola de fogo e vai liberando habilidades mais avançadas, que também podem ser melhoradas pra causar mais dano ou ganhar efeitos diferentes.
  • Chefes que viram ferramenta: o primeiro grande chefe, The Fallen, balança preso a argolas por uma corrente. Ao derrotá-lo, Rose ganha essa corrente, que serve pra se pendurar nas argolas espalhadas pelo castelo e também pra se puxar até inimigos que atacam de longe.
  • Cura contada: Rose tinha três poções na demo, repostas quando ela visita um espelho ou morre. A distância entre os espelhos deixou o desafio mais tenso.

Há uma curiosidade aqui. No trailer oficial, Rose aparece com o chicote da família. Na demo descrita pelo Hardcore Gamer, o combate principal era feito com combos de espada e magias. Resta ver no lançamento como o arsenal completo se equilibra.

Com cara de quadrinho desenhado à mão

Pelo trailer, o visual aposta num estilo de quadrinho desenhado à mão, com cenários em camadas e efeitos coloridos. O site Retro Dodo comparou a sensação de jogo a uma mistura de Shinobi: Art of Vengeance e Prince of Persia: The Lost Crown, dois dos jogos de ação 2D mais elogiados dos últimos anos.

O peso de um aniversário

Castlevania é um dos nomes que definiram o que hoje se chama metroidvania. A outra metade do termo também voltou a dar sinal de vida: Metroid Ravenous, sequência de Metroid Dread, foi anunciado pro Switch 2. Nos últimos anos, a série viveu de coletâneas, de participações em outros jogos e da animação da Netflix, enquanto fãs cobravam um jogo novo. Belmont’s Curse chega com a responsabilidade de mostrar que a série ainda tem fôlego próprio, e com um time que já provou saber fazer esse tipo de jogo. As primeiras impressões são boas. O resto se descobre em 15 de outubro.

Fontes:

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