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Diablo 5 é anunciado na BlizzCon com Santuário já derrotado e lançamento na primavera de 2029

Diablo 5 foi anunciado na BlizzCon 2026 para a primavera de 2029. Veja a história pós-apocalíptica, as três classes confirmadas, a caravana no lugar das cidades e a volta dos conjuntos e runas do Diablo II.

Diablo 5 é anunciado na BlizzCon com Santuário já derrotado e lançamento na primavera de 2029 Divulgação / Blizzard Entertainment

A Blizzard aproveitou a cerimônia de abertura da BlizzCon 2026, em 12 de setembro, e os 30 anos da franquia pra anunciar Diablo 5. A estreia está marcada pra primavera de 2029 no hemisfério norte, entre março e junho, o que dá uma espera de mais de dois anos e meio. A apresentação fechou com uma cinemática curta, e os detalhes de jogabilidade ficaram pra um painel posterior no mesmo evento.

Diablo venceu

A premissa inverte o que a série sempre fez. Em vez de impedir a vitória do mal, você começa depois dela. A história se passa cem anos depois de Diablo 4, e o Senhor do Terror já dominou Santuário. Segundo o painel “Forging the Next Era”, o jogo começa sete anos depois dessa conquista, com Diablo governando a partir do trono de Westmarch e usando a humanidade como arma no Conflito Eterno. Mephisto, derrotado na expansão Lord of Hatred, também volta à trama.

O jogador assume o papel do herdeiro de Westmarch, alguém com uma ligação pessoal e misteriosa com Diablo, que ao mesmo tempo dá vantagem e o deixa vulnerável à influência dele. Os vilões do dia a dia são os Dread Commanders, humanos corrompidos com poder comparável ao dos grandes demônios do Inferno.

Classes: mais do que qualquer Diablo anterior

A Blizzard prometeu que Diablo 5 terá mais classes do que qualquer jogo da série já teve, somando tudo e não só no lançamento. Três já foram confirmadas:

  • Caçador de Demônios, que volta de Diablo 3
  • Monge, também de volta
  • Plague Knight, classe inédita: um guerreiro de armadura pesada que espalha doença, descrito como a morte em pessoa

Sem cidades, com caravana

Num mundo em ruínas, não sobrou cidade de pé. No lugar delas entra uma caravana itinerante, com carroças e seguidores, que cresce conforme você encontra sobreviventes. Essas pessoas viram comerciantes, artesãos e companheiros, e as missões secundárias nascem das histórias pessoais delas. A ideia lembra o acampamento das Rogues de Diablo II, só que andando pelo mapa.

Mapa que muda: o Terror Forming

A geração procedural volta com força. Tanto as masmorras quanto as regiões abertas mudam de forma, num sistema que a Blizzard chamou de Terror Forming: os Dread Commanders remodelam o terreno, então voltar a uma área já visitada pode mostrar caminhos, marcos, monstros e recompensas diferentes. Na prática, isso dá motivo pra revisitar regiões que, num mapa fixo, perderiam a graça depois da primeira passada.

Itens com cara de Diablo II

Os pilares de itemização citados foram profundidade, clareza e identidade, com inspiração declarada em Diablo II:

  • Inventário em grade, com itens grandes ocupando vários espaços
  • Conjuntos de equipamento de volta, presos ao próprio item e não mais aos talismãs de Diablo 4
  • Runas e palavras rúnicas no estilo de Diablo II
  • Criação de itens mais rica, seguindo o caminho da expansão Lord of Hatred
  • Requisitos de atributo em teste, ainda sem confirmação

E Diablo 4 até lá?

Diablo 4 saiu em junho de 2023 e já passou por 14 temporadas e duas grandes expansões. O plano original falava em expansões anuais, mas a chegada do 5 seis anos depois do 4 mostra que a rota mudou. O suporte continua: a temporada 15 traz de volta itens únicos clássicos, como a Coroa de Leoric e a Pedra de Jordan, os Males Supremos e Deckard Cain. A classe Amazona, de Diablo II, chega em 2027. E Diablo Immortal ganha um crossover com Spawn, o anti-herói de Todd McFarlane.

O que dá pra concluir

Diablo 5 foi apresentado com bem mais substância do que um teaser costuma ter, e as escolhas indicam uma volta às raízes de Diablo II depois de parte dos fãs reclamar que Diablo 4 simplificou demais a caça por itens. O risco é o prazo longo: muita coisa muda em dois anos e meio de desenvolvimento, e plataformas ainda nem foram anunciadas. Na mesma BlizzCon, a Blizzard também confirmou um StarCraft de tiro em mundo aberto, com espera ainda maior: só em 2030.

Fontes:

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