Cloud Gaming do Game Pass terá limite de horas a partir de novembro: veja quanto cada plano ganha
A partir de novembro, o Cloud Gaming do Game Pass terá limite mensal: 15 horas no Ultimate, 10 no Premium e 5 no Essential. Veja quem será afetado e a nova opção sem assinatura.
Divulgação / Xbox
O Cloud Gaming do Game Pass vai deixar de ser ilimitado. A Microsoft anunciou no Xbox Wire, em 3 de setembro, que a partir de novembro cada plano da assinatura terá uma cota mensal de horas de streaming. Quem passar do limite vai precisar comprar tempo extra na loja do Xbox.
Quantas horas cada plano terá
| Plano | Horas por mês | Dá mais ou menos |
|---|---|---|
| Game Pass Ultimate | 15 horas | 30 minutos por dia |
| Game Pass Premium | 10 horas | 20 minutos por dia |
| Game Pass Essential | 5 horas | 10 minutos por dia |
Hoje, quem tem direito à nuvem pode jogar sem limite. A mudança é grande pra quem usa o streaming como forma principal de jogar, e a própria Microsoft reconheceu isso no anúncio.
Quem vai sentir de verdade
Segundo a empresa, a mudança deve afetar 4% dos assinantes do Game Pass. Parece pouco, mas esse grupo é justamente o que mais usa o serviço: gente que joga no celular, na TV sem console, num notebook fraco ou num Xbox One antigo rodando jogos da geração atual pela nuvem.
Quem só usa o streaming pra testar um jogo antes de baixar, ou pra jogar uma partida rápida fora de casa, provavelmente nem vai perceber. Uma campanha longa de RPG jogada inteira pela nuvem, por outro lado, estoura 15 horas em poucos dias.
A novidade que passou quase despercebida
O mesmo anúncio trouxe uma mudança que pode ser boa pra muita gente: a partir de novembro, dá pra usar o Cloud Gaming sem assinar o Game Pass. A ideia é comprar pacotes de horas na loja do Xbox e fazer streaming de jogos compatíveis que você já tem na biblioteca.
A Microsoft citou dois públicos pra essa opção. Um é quem tem Xbox One e quer jogar títulos feitos pra Series X|S sem trocar de console agora. O outro é o jogador de mercados onde consoles são menos acessíveis ou mais caros. O Brasil se encaixa nos dois perfis: videogame é caro por aqui, e o streaming no celular virou porta de entrada pra muita gente no ecossistema Xbox.
O que ainda não foi revelado
O anúncio deixou lacunas importantes, e todas foram prometidas para novembro:
- quanto vão custar as horas extras e os pacotes avulsos;
- quais jogos entram no streaming sem assinatura;
- em quais países cada opção vai estar disponível;
- como consultar o saldo de horas restantes.
A Microsoft também avisou que horas, formas de compra e recursos podem variar de mercado pra mercado. Ou seja, o formato que chegar ao Brasil pode não ser igual ao dos Estados Unidos.
A conta por trás da decisão
A justificativa oficial é financeira: quanto mais gente usa a nuvem, e por mais tempo, maior o custo de manter o serviço. Faz sentido técnico. Diferente de um filme, que é o mesmo arquivo enviado pra milhões de pessoas, cada sessão de jogo na nuvem ocupa um computador de verdade rodando o jogo em algum data center enquanto você joga.
O que chama atenção é a franqueza. A empresa escreveu, com todas as letras, que pra parte dos jogadores o resultado prático será pagar mais. É o roteiro conhecido dos serviços por assinatura: crescer oferecendo tudo liberado e depois ajustar quando a conta da infraestrutura chega.
O que fazer até novembro
Se você depende da nuvem, vale medir quanto joga por mês hoje. Anote as sessões por algumas semanas e compare com a cota do seu plano. Se passar com folga, espere os preços das horas extras antes de decidir entre pagar o excedente, mudar de plano ou, se o orçamento permitir, migrar pra um console ou PC e baixar os jogos. A Microsoft disse que vai ouvir o retorno dos jogadores antes e depois da mudança, então os números ainda podem mudar. Enquanto a cota não chega, o catálogo segue recebendo jogos, como mostra a lista do Game Pass de outubro.

