Marvel’s Wolverine ganha trailer de lançamento e mostra o Logan sem filtro
O trailer de lançamento de Marvel's Wolverine mostra a Equipe X e os poderes de Jean Grey. Entenda a trama com os Reavers e Bolivar Trask e como funciona o combate da Insomniac.
Divulgação / Insomniac Games
Faltando menos de duas semanas para a estreia, marcada para 15 de setembro, a Insomniac Games escolheu a apresentação da Sony do dia 3 pra soltar o trailer de lançamento de Marvel’s Wolverine. O vídeo não é gameplay novo de ponta a ponta. É um trailer de clima, que junta Logan a outros integrantes da Equipe X, dá mais tempo de tela para a telecinese de Jean Grey e apresenta alguns rostos inéditos que, segundo a PlayStation, vão trazer “intriga” à história.
Pra entender o que aparece ali, vale juntar esse trailer com o que o próprio estúdio já tinha detalhado em junho, quando mostrou a gameplay estendida e abriu a pré-venda.
Quem está do lado do Logan, e quem está caçando ele
A história começa com Logan seguindo a pista de um grupo de mutantes capturados pelos Reavers, uma milícia de mercenários com implantes cibernéticos. Eles pretendem entregar os prisioneiros a Bolivar Trask, industrial bilionário movido pela crença fanática de que humanos são superiores. Pra quem conhece os quadrinhos, o nome já acende o alerta: Trask é o criador dos Sentinelas, os robôs caçadores de mutantes.
No meio dos capturados está Jean Grey, telecinética poderosa que vira a liderança natural do grupo. E a Equipe X, descrita pela Insomniac como a última força-tarefa mutante ainda de pé, é justamente o grupo do qual Logan tinha se afastado três anos antes. O trailer de lançamento reforça esse reencontro, com várias cenas de Logan dividindo a luta com os antigos colegas.
Como a brutalidade vira sistema de jogo
O que diferencia Wolverine de um beat ‘em up genérico é como a violência foi amarrada em recursos. Pelo que a Insomniac já explicou:
- Técnicas são golpes especiais que Logan encaixa no meio do combate, como o Tornado Spin e o Bull Rush.
- Golpes Críticos são finalizações que ele executa sozinho ou junto com outro personagem. Os poderes de Jean, por exemplo, abrem brechas pra esse tipo de golpe.
- Fúria é a barra que enche a cada ataque, aparada e abate. Ela pode ser gasta em golpes mais fortes ou no Fator de Cura, então se curar significa abrir mão de dano. É uma troca que obriga a pensar no meio da briga.
- No Nível 3 de Fúria, a tela vira uma explosão estilizada em preto e branco, inspirada na série de quadrinhos Black, White & Blood.
- Quando a vida está no fim, o modo Última Resistência ativa a cura de emergência pra Logan voltar pra briga.
Tem também sequência de perseguição de moto na estrada, com Logan pulando entre caminhões e cortando pneu de comboio. É o tipo de momento cinematográfico que a Insomniac já fazia nos jogos do Homem-Aranha, agora com sangue.
Um herói que não foi feito pra criança
A própria Insomniac não fez rodeio: o estúdio descreve o jogo como uma aventura solo “brutal, violenta e cheia de ação”. É uma mudança de tom grande pra quem vinha de dois Spider-Man pensados pra toda a família, e dá pra entender a aposta. O Wolverine dos quadrinhos e do filme Logan, de 2017, sempre funcionou melhor sem amortecedor, e tentar suavizar o personagem seria trair justamente o que atrai o público dele.
Um detalhe que merece crédito: o jogo chega com um pacote amplo de acessibilidade, com opções para deficiências cognitivas, visuais, auditivas e motoras. Lá fora, o preço cheio é de US$ 69,99.
E depois do trailer?
O jogo já está nas lojas, e a recepção da crítica foi mais dividida do que o trailer fazia imaginar. O combate foi elogiado, mas a falta de identidade própria pesou em várias análises. As notas e os pontos fortes e fracos estão no nosso post sobre o lançamento de Marvel’s Wolverine.

