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Silent Hill: Townfall chega em primeira pessoa e com média 81: o que a crítica achou da névoa escocesa

Silent Hill: Townfall saiu em 24 de setembro no PS5 e PC, em primeira pessoa e ambientado na Escócia de 1996. Veja como funciona o CRTV, quem fez o jogo e o que disseram as análises.

Silent Hill: Townfall chega em primeira pessoa e com média 81: o que a crítica achou da névoa escocesa Divulgação / Konami

Silent Hill: Townfall saiu em 24 de setembro, no PS5 e no PC (Steam e Epic Games Store), custando US$ 49,99 lá fora. É o lançamento de 2026 dentro do plano da Konami de colocar um Silent Hill novo nas lojas todo ano, alternando remakes e histórias inéditas. Depois do remake de Silent Hill 2, em 2024, e de Silent Hill f, em 2025, a série agora viaja pra Escócia.

Uma cidade que não é Silent Hill

Townfall é um spin-off independente, que se passa longe da cidade americana que dá nome à série. A história se passa em 1996, em St. Amelia, uma cidade costeira fictícia e isolada da Escócia, inspirada no vilarejo real de St Monans. O protagonista é Simon Ordell, que acorda sem memória num lugar com o qual aparentemente não tem nenhuma relação, e passa o jogo tentando entender o próprio passado. Uma das personagens com quem ele mais interage é Zoe, enfermeira de uma clínica local.

O jogo foi desenvolvido pela Screen Burn Interactive, estúdio escocês, e publicado pela Konami junto com a Annapurna Interactive. O projeto começou em 2022 no estúdio No Code, conhecido por jogos narrativos como Stories Untold e Observation. Foi a própria Annapurna que apresentou o estúdio à Konami.

Primeira pessoa, mas não pela primeira vez

O jogo inteiro é visto pelos olhos de Simon, e muita gente tratou isso como estreia na série. Não é bem assim. O curta gratuito Silent Hill: The Short Message, de 2024, já era em primeira pessoa, e o famoso P.T., teaser do cancelado Silent Hills, também. A novidade é que a nova fase da série, iniciada com o remake de Silent Hill 2, ainda não tinha apostado nessa câmera num lançamento completo.

A escolha combina com a proposta. Uma névoa costeira dinâmica encurta a visão o tempo todo, e sem a câmera por trás do personagem você perde a noção do que está nas costas. Pra compensar, a trilha do artista eletrônico Pilotpriest reage à proximidade dos inimigos, ganhando camadas e intensidade quando algo chega perto.

O CRTV, herdeiro do rádio

Todo fã de Silent Hill lembra do rádio que chiava quando um monstro se aproximava. Townfall reinventa a ideia com um CRTV portátil, um aparelhinho analógico com tela. Ele faz três coisas:

  • Rastreia ameaças: a tela chia e distorce conforme as criaturas se aproximam.
  • Guarda pistas: sintonizando frequências fracas, você capta registros da história e dicas de quebra-cabeça.
  • Substitui a interface: em vez de barras e marcadores na tela, a informação fica no aparelho, pra não quebrar a imersão.

No combate, Simon usa o que encontra, como tábuas e canos, e tem pouca munição pra armas de fogo. O jogo equilibra essa luta direta com momentos de se esconder e escapar sem ser visto. No PS5, a vibração do DualSense ajuda a sentir passos se aproximando.

O que a crítica achou

A média ficou em 81 no Metacritic e 82 no OpenCritic. É uma recepção boa, mas abaixo dos dois lançamentos anteriores da nova fase: Silent Hill f fechou com média 86 e o remake de Silent Hill 2, com 87.

As análises se dividiram em dois tons. O TheGamer deu 3,5 de 5 e escreveu que o jogo é o que mais se aproximou recentemente do que tornava os originais tão bons, trazendo a série para o terror moderno. A Push Square também deu 3,5 e o chamou de capítulo mais tradicional, que acerta mais quando repete o que já funcionou antes. Na outra ponta, a Digital Spy deu nota máxima e o definiu como um sopro de ar fresco pro gênero.

O saldo

Townfall parece ser um Silent Hill que prefere o respeito à tradição à reinvenção total, mesmo com a câmera nova. Pra quem gosta de terror lento, com exploração, quebra-cabeça e pouca munição, é uma boa porta de entrada. Quem esperava o impacto de Silent Hill f pode sair um pouco menos impressionado. E com o remake do primeiro Silent Hill já confirmado, a série não vai ficar parada por muito tempo. Enquanto isso, quem curte esse tipo de terror pode olhar o independente Silver Pines, que bebe de Twin Peaks e do próprio Silent Hill.

Fontes:

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