Star Wars: Galactic Racer estreia com a melhor nota de um jogo da saga desde Knights of the Old Republic
Star Wars: Galactic Racer saiu em 6 de outubro com média 88 no PS5, a melhor de um Star Wars desde KOTOR. Veja quem fez o jogo, como funciona a campanha roguelite, os preços no Brasil e as críticas.
Divulgação / Lucasfilm Games / Fuse Games
Quem cresceu jogando a corrida de pods de Episódio I finalmente tem um herdeiro. Star Wars: Galactic Racer chegou na terça-feira (6) ao PlayStation 5, aos Xbox Series e ao PC, com uma marca rara: no Metacritic, a versão de PS5 abriu com 88, a de Xbox com 86 e a de PC com 84, e o OpenCritic registra 97% de recomendação. Segundo a Wikipedia, é o jogo de Star Wars mais bem avaliado no Metacritic desde Knights of the Old Republic, de 2003. No PS5, a liberação no Brasil foi às 6h da manhã.
Feito por veteranos de Burnout
O estúdio por trás do jogo é novo, mas a equipe não. A Fuse Games, da cidade inglesa de Guildford, foi fundada em 2023 por desenvolvedores experientes da Criterion, a casa de Burnout e de vários Need for Speed. O fundador, Matt Webster, já tinha trabalhado com Star Wars na Criterion, ajudando a DICE em Star Wars Battlefront e Battlefront II. Hoje a Fuse tem cerca de 75 pessoas, e a Lucasfilm Games participou das decisões criativas desde o começo. A publicação é da Secret Mode.
O jogo foi revelado no The Game Awards de dezembro de 2025 e é o quinto de corrida da franquia. Antes dele vieram Episode I: Racer (1999), Racer Arcade (2000), Super Bombad Racing (2001) e Racer Revenge (2002), o que dá mais de duas décadas sem um Star Wars de corrida.
Uma liga de corrida depois de O Retorno de Jedi
A história se passa na era da Nova República, depois de O Retorno de Jedi, quando as corridas voltam a ser liberadas na Orla Exterior. Darius Pax, um ex-mecânico de pods, fundou a Liga Galáctica, mas ela está sendo tomada por dentro por Kestar Bool, um piloto arrogante, campeão e cheio de influência política. A esperança de Pax é Shade, figura solitária e misteriosa entre os corredores, com uma rixa pessoal contra a família de Bool. Rostos conhecidos de Episódio I, como Sebulba e Ben Quadinaros, também aparecem.
As pistas passam por Tatooine, Jakku, Ando Prime, Lantaana e Sentinel One, e os desenvolvedores dizem que nenhuma tem uma única trajetória ideal.
Campanha roguelite: cada temporada é diferente
A grande ideia de Galactic Racer está na campanha. Webster e a equipe acharam que os jogos de corrida estavam presos à mesma fórmula havia duas décadas: correr, ganhar dinheiro, comprar um carro melhor e repetir. A resposta foi uma estrutura roguelite. Você monta a rota num mapa de etapas, com corridas e eventos especiais sorteados, e precisa sobreviver até a final sem destruir o veículo nem ser eliminado. Entre as provas, os créditos ganhos viram melhorias, e as escolhas mudam o rumo da história.
Os veículos se dividem em pods, landspeeders, speeder bikes e uma categoria inédita no universo da saga, o skimspeeder, com customização que cresce ao longo da campanha. Na pilotagem, a análise do Worthplaying destacou o sistema de dois turbos: um deles pode ser segurado até o motor entrar no limite e superaquecer, com risco de explodir, o que obriga a decidir o tempo todo entre velocidade e segurança.
Fora da campanha, há modo arcade, desafios com tempo e outros objetivos, e corridas online com até 12 pilotos e crossplay entre as plataformas.
O que as análises criticaram
Os elogios dominam, mas os textos registram alguns tropeços:
- travamentos: a análise do The Wand Report contou cerca de sete fechamentos inesperados num único dia no PC, antes de uma atualização
- melhorias sem graça: algumas opções de upgrade fazem tão pouca diferença que parecem descartáveis
- controle exigente: a pilotagem puxa mais pro realismo do que o visual arcade sugere e demora um pouco pra fazer sentido
- áudio: no PS5, o Star Wars News Net notou diálogos da campanha com volume baixo
Nada disso derrubou a média. O Worthplaying deu 9 e resumiu o jogo como o sucessor moderno de Episode I: Racer que os fãs esperavam.
Quanto custa por aqui
Na véspera do lançamento, a edição padrão saía por R$ 299,90, mesmo valor no PS5 e no Xbox. A Deluxe custava R$ 347,50 na PlayStation Store e R$ 399,90 na loja do Xbox. Ela soma três veículos exclusivos, o visual da nave Naboo N-1 como pintura, eventos extras no modo arcade, um banner e um livro de arte digital, mas não dá acesso antecipado.
O preço chegou a gerar polêmica. Quando a pré-venda abriu, em abril, a versão padrão aparecia por cerca de R$ 180 no PC e no Xbox, contra R$ 339,90 no PS5. O download ocupa por volta de 36 GB no PS5, e a versão tem melhorias pro PS5 Pro.
Vale acelerar?
Pra quem gosta de corrida arcade e de Star Wars, Galactic Racer é das melhores surpresas do ano, e a campanha roguelite dá motivo pra jogar várias vezes, mesmo sem entrar no online. Quem procura uma história longa de Star Wars, com sabres e Jedi, não vai encontrar isso aqui. É um jogo de pilotagem, e assume isso com orgulho. Outubro, aliás, começou generoso pra quem gosta de velocidade: dias antes, Ace Combat 8 decolou com média 87.
Fontes:
- Wikipedia — Star Wars: Galactic Racer
- Collider — Star Wars’ Biggest Release of 2026 Is Officially a Masterpiece
- Worthplaying — PS5 Review: Star Wars: Galactic Racer
- The Wand Report — Star Wars: Galactic Racer Review
- Game Overdrive — Star Wars Galactic Racer: horário de lançamento, tamanho e pré-load
- GameVicio — Star Wars: Galactic Racer revela preço e chega custando quase 90% a mais no PS5

