Silver Pines estreia com 97% de recomendação e junta Twin Peaks, Silent Hill e metroidvania
Silver Pines, terror em 2D da Wych Elm e da Team17, saiu com média 87 e 97% de recomendação no OpenCritic. Veja a história, como se joga, as notas, o preço na Steam e o português do Brasil.
Divulgação / Team17 / Wych Elm
O terror independente Silver Pines chegou na quinta-feira (8) com uma das recepções mais fortes do mês. No OpenCritic, o jogo de estreia do estúdio Wych Elm, publicado pela Team17, tem média 87 e 97% de recomendação entre 29 análises, o que o coloca entre os 2% mais bem avaliados do agregador. No Metacritic, a média também passa dos 80, com 85 no PS5. Ele saiu ao mesmo tempo pra PS5, Xbox Series X|S, Switch, Switch 2 e PC.
Um detetive atrás de um músico sumido
O protagonista é Red Walker, um investigador particular que chega a uma cidadezinha americana quase abandonada pra procurar Eddie Velvet, um músico desaparecido. Conforme a investigação avança, Walker descobre o passado sombrio do lugar e entra numa espiral de pesadelo que foge do controle dele.
O tom é a chave do jogo. Boa parte da imprensa descreve Silver Pines como algo saído da cabeça de David Lynch, com o clima de Twin Peaks por cima de uma estrutura de survival horror que lembra os primeiros Resident Evil e Silent Hill. O DualShockers chegou a citar Veludo Azul e Estrada Perdida entre as referências.
Survival horror em 2D, com mapa de metroidvania
Silver Pines é visto de lado, em 2D, mas não é linear. A exploração segue a lógica de metroidvania: portas trancadas, passagens escondidas e áreas que só abrem depois de conseguir uma ferramenta ou arma nova. Por cima disso estão as regras clássicas do gênero:
- Inventário limitado, itens de cura contados e munição racionada
- Quebra-cabeças pra destrancar portas, alguns com código digitado em tempo real, com inimigos ainda por perto
- Armas de curta distância e de fogo, sendo que algumas também servem pra abrir caminhos bloqueados
- Recarga manual, sem pausa no meio do aperto
- Um mapa em que dá pra prender fotos como lembrete de onde ficou um item ou um enigma
Mesmo em 2D, o personagem faz curvas por ruas, salas e corredores, o que dá à cidade a sensação de um lugar de verdade, e não de uma fase em linha reta.
Rotoscopia e fotos pintadas à mão
A Wych Elm é um estúdio pequeno, que trabalha à distância entre a Suécia e a Noruega. Segundo o cofundador Linus Larsson, a equipe já ocupou funções importantes em jogos como Helldivers 2, The Darkness e Yoku’s Island Express. A ideia nasceu em 2021, numa conversa com Mattias Snygg sobre qual seria o próximo projeto, e a vontade era fazer algo mais sombrio e pé no chão.
O visual chama atenção por um motivo técnico. Os personagens são animados por rotoscopia: as cenas são filmadas e depois redesenhadas quadro a quadro, o que dá movimento realista a roupas e cabelos. Os cenários usam texturas fotográficas modificadas e pintadas por cima, com sprites 2D colocados numa simulação 3D pra criar profundidade. Entre as inspirações, a equipe cita filmes e séries dos anos 1990, como Arquivo X, 8mm e Alucinações do Passado.
O que a crítica disse
| Veículo | Nota |
|---|---|
| CGMagazine | 10/10 |
| DualShockers | 9,5/10 |
| Pure Dead Gaming | 9,5/10 |
| TheSixthAxis | 9/10 |
| GameSpew | 9/10 |
| GameBlast | 9/10 |
| PSX Brasil | 90/100 |
| PlayStation Universe | 8,5/10 |
| GamingBolt | 8/10 |
| The Games Machine | 8,1/10 |
Os elogios se concentram na atmosfera, no desenho do mapa e na trama. O TheSixthAxis disse que o jogo não faria feio dentro da franquia Silent Hill, e o CGMagazine o chamou de obra-prima. Entre os brasileiros, o PSX Brasil destacou o visual, a dublagem e as fases interligadas, e o GameBlast falou numa estreia marcante, com identidade própria.
As ressalvas também se repetem. O combate é chamado de travado ou simples demais por mais de um veículo, a variedade de inimigos é pequena, as lutas contra chefes são simples e o inventário apertado às vezes atrapalha o ritmo. O GamerFocus, que deu 8,6, avisa que o jogo nem dá tanto medo assim, e o PlayStation Universe concorda que o terror pesa menos do que a exploração.
O público também abraçou: na Steam, a avaliação geral é “Muito positiva”, e na PlayStation Store a nota média passava de 4,9 estrelas, segundo o GameRant.
Preço e idioma
Na Steam brasileira, Silver Pines custa R$ 67,99 e estava com 10% de desconto de lançamento, saindo por R$ 61,19 nos primeiros dias. A trilha sonora e o livro de arte são vendidos à parte, por R$ 16,99 e R$ 13,99. Os menus e as legendas têm versão em PT-BR, e a dublagem é em inglês.
Vale ficar de olho
Num outubro em que Hellraiser: Revival saiu dividindo opiniões no mesmo dia, Silver Pines mostra que dá pra assustar sem orçamento de superprodução. Pra quem curtiu a nova fase de Silent Hill: Townfall ou gosta de explorar mapa como num Castlevania, é o tipo de indie que merece entrar na lista, ainda mais pelo preço.

