Hellraiser: Revival divide a crítica: Pinhead impressiona, mas bugs e combate derrubam a média
Hellraiser: Revival saiu com média 73 no OpenCritic e notas de 9 a 4,5. Veja a história com Doug Bradley como Pinhead, como funciona o jogo, os preços no Brasil e o que a crítica achou.
Divulgação / Saber Interactive
Hellraiser: Revival, o primeiro jogo de verdade da franquia de terror criada por Clive Barker, chegou na quinta-feira (8) ao PC, ao PS5, aos Xbox Series e ao Switch 2, às 9h de Brasília, e a crítica não chegou a um acordo. No OpenCritic, o título da Saber Interactive tem média 73 entre os principais críticos e 60% de recomendação, com 48 análises reunidas. No Metacritic, o PS5 ficou com 69, contra 74 no PC e no Xbox.
Pinhead de volta com a voz original
A história acompanha Aidan Lynch, integrante de uma gangue de motoqueiros, e a namorada dele, Sunny. Os dois encontram uma caixa de enigmas chamada Configuração Gênesis, e um corte acidental com ela, num momento íntimo, invoca os Cenobitas. O líder do grupo, Pinhead, oferece levar Sunny ao Inferno, ela aceita, e Aidan parte atrás dela pra arrancá-la das mãos dos Cenobitas e do culto que os venera, a Igreja Escarlate.
O elenco é o maior trunfo. Doug Bradley, que viveu Pinhead nos oito primeiros filmes, volta ao papel, e Clive Barker acompanhou o roteiro desde o início do projeto. Aidan é interpretado por Xalavier Nelson Jr., e outros Cenobitas conhecidos dos filmes, como Butterball e Chatterer, também aparecem. A inspiração declarada vem dos dois primeiros longas, de 1987 e 1988.
Antes dele, a única aparição de Pinhead nos games tinha sido como conteúdo extra de Dead by Daylight, retirado da loja em abril de 2025.
Terror em primeira pessoa, com caixa de enigmas como arma
Revival é um survival horror de ação pra um jogador só, em primeira pessoa e feito na Unreal Engine 5. A campanha alterna entre o mundo real e o Labirinto dos Cenobitas. Na prática, o jogo mistura combate, furtividade e coleta de recursos:
- Armas brancas que quebram: porretes e tacos furam armadura, facas e facões funcionam melhor contra inimigos desprotegidos, e todas se desgastam com o uso
- Armas de fogo e fabricação: dá pra montar munição e itens de cura com o que se encontra pelo caminho
- A própria caixa: a Configuração Gênesis vira arma e libera poderes, como telecinese
- Inimigos que não morrem: alguns só podem ser evitados, então a saída é se esconder ou correr
O que a crítica elogiou e o que derrubou a nota
As notas foram de um extremo ao outro:
| Veículo | Nota |
|---|---|
| TheSixthAxis | 9/10 |
| Hobby Consolas | 83/100 |
| Screen Rant | 8/10 |
| Giant Bomb | 4/5 |
| DualShockers | 7/10 |
| GameRant | 7/10 |
| IGN | 6/10 |
| Eurogamer | 3/5 |
| TheGamer | 2,5/5 |
| Game Informer | 45/100 |
Do lado positivo, o consenso é que o jogo respeita o material original. O TheSixthAxis o colocou entre as melhores adaptações de terror de que se lembra, o Giant Bomb destacou o Labirinto e os Cenobitas, e o DualShockers disse que história e atmosfera justificam a existência do projeto.
Os problemas também se repetem. O GameRant gostou do ritmo, mas apontou bugs que quebram a imersão, falhas na inteligência dos inimigos e chefes sem inspiração. A IGN resumiu que Pinhead ficou perfeito e quase todo o resto, não. A nota mais baixa veio da Game Informer, que saiu irritada com os tropeços visuais e de áudio até o final. Vários textos ainda reclamam da dificuldade.
Preço no Brasil e edições
| Plataforma | Edição padrão | Edição Deluxe |
|---|---|---|
| PC, na Steam | R$ 149,90 | R$ 179,90 |
| PS5, na loja da Sony | R$ 229,90 | R$ 284,90 |
| Xbox, na loja da Microsoft | R$ 194,95 | R$ 243,95 |
No Xbox, o GameOverdrive encontrou a edição padrão por R$ 147,45 na consulta do dia 8, abaixo do valor da pré-venda, então vale conferir antes de comprar. A versão de Switch 2 ainda não tinha preço em reais confirmado, só os US$ 39,99 da loja americana. Quem paga a mais pela Deluxe leva a arma The Nailer e visuais extras, além de artbook, a trilha do jogo, um conto chamado Bleeding Hearts e um filtro de imagem que imita o terror oitentista.
Outros pontos práticos:
- Textos e legendas traduzidos pro nosso português, mas vozes só em inglês
- Classificação indicativa de 18 anos
- Não está no Game Pass: pra jogar pela nuvem, é preciso comprar
- Há demo gratuita na Steam pra testar antes
- No PC, a configuração mínima tem processador Core i5-8400 (ou Ryzen 5 1500X), placa GTX 1660 (ou RX Vega 64), 8 GB de memória e 80 GB de espaço
Pra quem é o jogo
Revival parece o típico jogo de nicho que agrada em cheio quem já é fã. Quem cresceu com os filmes vai encontrar o tom, a violência e a voz certa, e a demo ajuda a medir se os bugs incomodam. Pra quem só quer um bom terror do ano, a recepção mais consistente ainda é a de Silent Hill: Townfall. E, como já mostramos ao falar de notas que dividem crítica e público, média mediana não impede um jogo de virar cult.
Fontes:
- OpenCritic — Clive Barker’s Hellraiser: Revival
- Screen Rant — Hellraiser’s Long-Awaited Return Officially Gets Unexpected Metacritic Score
- Wikipedia — Clive Barker’s Hellraiser: Revival
- GameOverdrive — Hellraiser: Revival chega hoje; veja plataformas, preço e como jogar
- VZone — Hellraiser: Revival: preços, edições e requisitos
- Steam — Clive Barker’s Hellraiser: Revival

