Vendas recorde de Pokémon: US$ 3,4 bilhões no melhor ano da história, mesmo sem jogo principal novo
A The Pokémon Company chegou a 531 bilhões de ienes em vendas no último ano fiscal, alta de 29%, puxada por Pokopia e FireRed/LeafGreen. Veja os números e por que eles se tornaram públicos.
Divulgação / Nintendo / The Pokémon Company
No ano em que a franquia completa 30 anos, a The Pokémon Company registrou o maior faturamento da sua história. Os números de vendas recorde de Pokémon mostram 531 bilhões de ienes, cerca de US$ 3,4 bilhões, no último ano fiscal, uma alta de 29% sobre o ano anterior. E o recorde veio sem o empurrão de um jogo principal inédito, já que Pokémon Winds and Waves ainda não chegou.
Crescimento de 4,4 vezes em cinco anos
O salto fica mais impressionante olhando pra trás. No ano fiscal de 2021, as vendas da empresa somaram 120 bilhões de ienes, cerca de US$ 769 milhões. Em cinco anos, o faturamento ficou 4,4 vezes maior. Segundo o site japonês Denfaminico Gamer, o lucro líquido também disparou: estaria 13,6 vezes maior do que em 2018.
| Período | Vendas |
|---|---|
| Ano fiscal 2021 | 120 bilhões de ienes (≈ US$ 769 milhões) |
| Último ano fiscal | 531 bilhões de ienes (≈ US$ 3,4 bilhões) |
Trinta anos depois de Red e Green
O recorde tem um peso simbólico. Pokémon estreou em 27 de fevereiro de 1996, no Japão, com Pocket Monsters Red e Green pro Game Boy. Três décadas depois, a marca não só continua relevante como cresce num ritmo que muita empresa de capital aberto invejaria. Poucas franquias de entretenimento chegam aos 30 anos batendo o próprio recorde de faturamento.
Os jogos que puxaram o resultado
Dois lançamentos recentes ajudam a explicar o número:
- Pokémon Pokopia, que chegou a 5 milhões de cópias em apenas cinco meses de vendas
- Os relançamentos de Pokémon FireRed e LeafGreen no Switch, com 4 milhões de cópias, o que colocou o clássico do Game Boy Advance entre os jogos mais vendidos da franquia
A receita da empresa, porém, vai muito além dos jogos. A The Pokémon Company também cuida de licenciamento, produtos e do jogo de cartas colecionáveis, então o recorde não depende só do que sai nos consoles.
Por que esses números vieram a público
Aqui está a curiosidade da história. A The Pokémon Company é uma empresa de capital fechado, dividida entre Nintendo, Game Freak e Creatures, e não divulga balanço como uma empresa de bolsa. Mesmo assim, alguns dados dela aparecem automaticamente no Kanpō, o diário oficial do governo do Japão. Foi de lá que os números saíram.
O consultor Serkan Toto, especialista no mercado japonês, divulgou os dados em junho e comentou que a empresa provavelmente não gosta de ver essas estatísticas circulando. Ele ainda apontou uma ironia: se a The Pokémon Company fosse um estúdio integrado à Nintendo, esses números nem apareceriam separados, assim como a Kadokawa não divulga os dados da FromSoftware à parte. Em setembro, o assunto voltou a circular depois que o Denfaminico Gamer republicou os dados e o perfil Genki traduziu tudo pro inglês.
O que o recorde mostra
Pokémon se sustenta em várias frentes ao mesmo tempo: jogos novos, experimentos fora da fórmula, relançamentos que apostam na nostalgia e um negócio de cartas e produtos que roda o ano inteiro. O resultado de um ano sem jogo principal inédito coloca uma régua altíssima pra Winds and Waves, a próxima geração da série, prevista pra 2027 e exclusiva do Switch 2, ainda sem dia marcado. Quando ela sair, a comparação vai ser inevitável.
Pra quem joga por aqui, o momento também é de reaproximação: na BGS, a presidente da Nintendo of America colocou o Brasil entre os dez maiores mercados de games do mundo.

